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  • Manuel S. Porteiro

  • Manuel Porteiro, natural de Avellaneda, província de Buenos Aires, Argentina, nasceu em 25 de março de 1881. De família simples, buscou no trabalho e no estudo, o conhecimento filosófico que o transformaria no principal pesquisador e intérprete do pensamento social espírita. Adepto das idéias socialistas que cresceram no início do Século 20, viu, na tese espírita, um instrumento de transformação social, a partir de uma visão integral do homem, na qual o elemento espiritual mantém a continuidade do ser. Neste ponto, Manuel Porteiro avança para além do materialismo histórico, apresentando dados e exemplos de suas limitações, contrapondo-o com acontecimentos explicáveis somente com a aceitação de um princípio independente da matéria.

    Esse princípio, em sua permanência, se manifesta pela lei palingenésica, o diferencial espírita, afinal, destacado pelo pensador portenho, até expressar-se em preocupações objetivas de criação, liberdade e igualdade. Porteiro sintetiza: "Partindo de forma biológicas e estados sociais inferiores, o homem se eleva, pouco a pouco, à sua dignidade consciente e socialmente livre, chegando por fim a dominar os fatores materiais, a condicionar a vida e dirigir as forças da história - saltando sobre as próprias contradições que cria - em direção a um fim social, conforme com uma justiça e um bem maior comum da sociedade".

    Com uma visão transformista do Espiritismo, não teve dúvidas em afirmar que "não há ciência nem filosofia que, no curso de sua evolução, não sofra modificações, não mude em algum de seus conceitos e nos limites do conhecimento à medida que este se faz mais extensivo, mais claro, compreensível e mais ajustado à verdade essencial que encarnam os fatos ou fenômenos estudados". (*)

    Escreveu os livros Espiritismo Dialético, que disponibilizamos neste site, Origem das Idéias Morais, Conceito Espírita de Sociologia, todos publicados após seu falecimento, em 8 de fevereiro de 1936, e Ama e Espera.

    A letra S existente entre o seu nome e sobrenome provém de erro de imprensa que Manuel Porteiro decidiu incorporar ao seu patronímico.

    (*) Citações encontradas em Espiritismo Dialético.